domingo, 6 de outubro de 2013

Arte Romana

A ESCULTURA ROMANA

Mesmo sendo grandes admiradores da arte grega, os romanos conseguiram desenvolver um estilo próprio. Eram mais realistas e práticos, suas esculturas são em geral uma representação das pessoas, não procuraram idealizar a beleza, como os gregos fizeram. Eles procuraram representar os traços característicos do retrato.


Estátua do primeiro imperador romano, Augusto,
feita por volta de 19 a.C.

O escultor usou como referência o Doríforo, de Policleto (escultura grega), no entanto, adaptou ao gosto romano, procurando realçar as feições reais de Augusto e vestindo-o com uma couraça e uma capa romana.²
Os romanos tinham em casa máscaras mortuárias, feitas em cera, dos ancestrais. Essas imagens realísticas eram moldes totalmente factuais das feições dos falecidos, e essa tradição influenciou os escultores romanos.¹
Exceção a essa tradição era a produção em série de bustos, semelhantes a deuses, de imperadores, políticos e líderes militares, dispostos nos prédios públicos de toda a Europa, reafirmando uma presença política a milhares de quilômetros de Roma.

CURIOSIDADE INTERESSANTE A monocromia das estátuas clássicas tornou-se para nós sinônimo de bom gosto estético; porém, elas eram, originalmente, coloridas, mas os pigmentos aplicados sobre o mármore não resistiram à ação do tempo. Os arqueólogos e outros especialistas dedicaram-se a vários estudos, para conseguirem chegar às cores originais, lançando mão de modernos equipamentos que permitiram detectar fragmentos dos pigmentos.²
O resultado desse trabalho foi a público em 2004, numa exposição organizada pelo Museu Vaticano, em Roma. Na ocasião, foram exibidas réplicas coloridas de importantes obras da Antiguidade, como a escultura Augusto de Prima Porta, escolhida para o cartaz de divulgação da exposição.²





A coluna de Trajano (106-113 d.C.)
A coluna de Trajano (106-113 d.C.) é o mais ambicioso desses monumentos. Mostra um relevo envolvendo a coluna em mais de duzentos metros de espiral ininterrupta, comemorando massacres em mais de 150 cenas.







AS OBRAS PÚBLICAS

Com grande espírito prático, os romanos construíram casas, templos, termas, aquedutos, mercados e edifícios governamentais. Um exemplo é o aqueduto, conhecido por Le Pont du Gard.




Aqueduto Romano

Erguido no século I a.C., esse aqueduto de 50 quilômetros de extensão conduzia água até Nîmes, cidade que hoje pertence à França. A parte dessa obra que mais chama a atenção é a ponte sobre o rio Gardon: com 48,77 metros de altura, três ordens de arcos, ela está apoiada em pilares cravados nas rochas. Um aspecto de grande beleza da construção são os arcos que criam as áreas vazadas, as quais dão leveza à ponte e contrastam com a solidez e a imponência que uma obra de engenharia do Império Romano deveria ter.¹


  

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OS TEMPLOS ROMANOS


         Os templos romanos eram construídos num plano mais elevado, de modo que a entrada só era alcançada por uma escadaria, construída diante da fachada principal. O pórtico e a escadaria tornavam a fachada principal bem distinta das laterais e do fundo do edifício. Acrescentaram, também, aos seus templos os peristilos.

 



Vista externa da Maison Carré (16 a.C.), em Nîmes, França
(localizado na cidade francesa de Nîmes, construído durante o Império 
Romano entre 19 e 16 a.C., na época do Imperador Augusto)

Em relação às colunas, os romanos adotaram as ordens gregas, mas acrescentaram mais duas novas ordens: a toscana (forma mais simplificada da dórica, sem estrias no fuste) e a compósita (forma enriquecida da Coríntia, com mistura de elementos jônicos e coríntios).

      Diferente dos templos gregos, os templos romanos procuravam criar espaços interiores. Um exemplo dessa diferença é o Panteão, construído em Roma durante o reinado do imperador Adriano. 


Interior do Panteão


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A ARQUITETURA DO TEATRO

Os romanos, diferente dos gregos, conseguiram construir edifícios mais amplos, destinados a abrigar muitos espectadores, graças ao uso de arcos e abóbadas. Assim, construíram os anfiteatros. O auditório era destinado ao público.
         A possibilidade de construir os edifícios em qualquer lugar deu aos romanos a liberdade de construção que favorecia a espetáculos, como as lutas de gladiadores, que podiam ser vista de qualquer ângulo. Em um espaço central elíptico, onde se dava o espetáculo e era circundado pela arquibancada, com grande número de fileiras. Um exemplo disso é o Coliseu.





O coliseu era ornamentado com esculturas que ficavam dentro dos arcos e por três ordens de colunas gregas, que não tinham a função de sustentar a construção, mas apenas de ornamenta-la.




Pinturas da Vila dos Mistérios (50 a.C.), em Pompéia.







Um célebre representante do Segundo Estilo, embora atípico pela presença dominante da figura humana, está no triclinium da Villa dos Mistérios, em Pompeia, uma admirável série de cenas com pessoas em escala natural colocadas contra um panorama arquitetônico que se assemelha a um cenário de teatro. As cenas têm uma interpretação controversa, pode ser que retratem os ritos de iniciação nos Mistérios de Dionísio e/ou ordálios pré-nupciais. Apesar de fortemente figurativo, a influência arquitetônica reminiscente do estilo anterior se revela no próprio modelado estatuesco das figuras, com um desenho seguro e de alta qualidade, mas um tanto rígido, acentuando seu caráter monumental e racionalmente organizado. O conjunto é dinamizado pelo colorido vibrante e pela variedade de atitudes das figuras.7 1
A fase tardia do Segundo Estilo, a partir de c. 40-30 a.C., procede em direção a uma simplificação, evitando a ostentação do luxo em favor de ambientes mais sóbrios, adequando-se à austeridade do governo de Augusto, não sem o protesto de alguns como Vitrúvio, que deplorava a substituição da sólida arquitetura anterior por modelos mais elegantes e leves, que incorporam formas animais, vegetais e figuras humanas, junto com arabescos, panóplias e ornamentos de caráter abstrato, miniaturizado e fantasioso, o que sugere influência oriental. Os afrescos da Villa da Farnesina e da Villa de Livia em Roma são dos últimos exemplos do Segundo Estilo, já numa transição para a fase seguinte.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Pintura_da_Roma_Antiga

¹Strickland, Carol. Arte Comentada: da Pré-história ao Pós-moderno. Editora: Ediouro, 1999
²Proença, Graça. História da Arte. São Paulo. Ed. Ática. 17ª edição, 2007
³Beckett, Wendy. A História da Pintura. São Paulo: Editora Ática. 1997.



Alunos do 6º Ano A e B da Escola Estadual Manoel da Costa Lima
 Confeccionaram cartazes sobre as obras estudas.






















  






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